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#14 - Percursos da Saúde Única

Julho de 2026

MCN lança programa de apoio institucional e inaugura exposição “Percursos da Saúde”

No dia 23 de junho, o Setor de Ciências Biológicas foi palco da abertura da exposição “Percursos da Saúde” e do lançamento oficial do programa de apoio institucional “Amigos do MCN”, em um evento dedicado à divulgação científica, aproximando ciência e comunidade.

Esta é a segunda mostra de um ciclo de quatro exposições temporárias apresentadas pelo Museu de Ciências Naturais (MCN) desde sua reabertura em 2025, sendo uma iniciativa viabilizada por um edital da CAPES para o desenvolvimento de projetos de extensão dos programas de pós-graduação do Setor.

Fundamentada no conceito de “Saúde Única” (One Health), a exposição demonstra como o cuidado com o meio ambiente está integrado aos processos biológicos internos, evidenciando que a saúde humana, animal e ambiental são inseparáveis. A mostra guia o visitante por um percurso interativo que inicia no ambiente externo — explorando a terra, a água e os desafios das contaminações — até a dimensão microscópica do corpo, revelando o funcionamento da vida em nível celular e genético.

Para expandir o alcance da mostra, foi lançado o e-book “Percursos da Saúde” (também intitulado "Tudo está conectado") como uma ferramenta educativa que sintetiza as pesquisas realizadas na UFPR. O material digital permite que o público explore, de forma lúdica e científica, temas como a biodiversidade, que abrange desde a fixação biológica de nitrogênio por bactérias até o uso de plantas medicinais do SUS em inovações terapêuticas. Outro eixo central aborda a água que sustenta a vida, tratando da saúde dos oceanos e dos animais marinhos como sentinelas da qualidade ambiental.

O percurso também mergulha no mundo das células e nas instruções da vida, discutindo biologia celular e genética, e o impacto do DNA na saúde humana. Além disso, a mostra enfoca como as relações que moldam o corpo, incluindo as escolhas individuais e os estímulos externos, modulam o funcionamento do organismo humano.

O evento marcou ainda o lançamento da campanha “Amigos do MCN”, que visa garantir a sustentabilidade das atividades do museu através de doações geridas com suporte da FUNPAR, oferecendo um sistema de recompensas aos apoiadores que contribuem para a manutenção e ampliação deste importante espaço de divulgação científica e valorização da biodiversidade.

LAM-SF/DPRF PROMOVE VIVÊNCIAS COM A TURMA 2026 DE FISIOTERAPIA

A disciplina Panoramas da Fisioterapia no Brasil e no Mundo apresentou aos estudantes ingressantes de 2026 da Fisioterapia da UFPR diferentes possibilidades de atuação profissional, aproximando a turma da realidade da profissão desde o primeiro semestre.

Leia a nota completa.

Foto: Acervo pessoal Profª Vera Lúcia Israel

LAM-SF/DPRF E PPGEDF PROMOVEM AÇÃO DE SAÚDE COMUNITÁRIA

Estudantes do PPGEDF-UFPR e do Laboratório de Saúde e Funcionalidade (LAM-SF) promoveram uma ação de educação em saúde com mulheres da comunidade, incentivando a prática de atividade física e aproximando o conhecimento científico da população.

Leia a nota completa.

Foto: Acervo pessoal Profª Vera Lúcia Israel

“DESCENDO A SERRA: A CULTURA OCEÂNICA NO LITORAL DO PARANÁ”

Desenvolvida por estudantes da disciplina Introdução à Biologia Marinha, a mostra apresentou a importância dos ambientes costeiros e da biodiversidade do litoral paranaense, aproximando a comunidade acadêmica dos temas relacionados à cultura oceânica por meio de uma atividade de extensão da UFPR.

Veja os registros.

PROF. HELENA CRISTINA DA SILVA DE ASSIS, TOMA POSSE NA ACADEMIA PARANAENSE DE MEDICINA VETERINÁRIA

Professora sênior dos Programas de Pós-Graduação em Farmacologia e em Ecologia e Conservação da UFPR, Helena Cristina da Silva de Assis tomou posse como membro titular da Academia Paranaense de Medicina Veterinária, em reconhecimento à sua trajetória na pesquisa, na docência e na formação de profissionais.

NOVA CHEFIA DE DEPARTAMENTO DE ANATOMIA

No dia 02 de janeiro, os professores Maria Fernanda Pioli Torres (chefe) e José Geraldo Auerswald Calomeno (suplente) assinaram o termo de posse para mandato de dois anos, em cerimônia realizada no Gabinete da Direção do Setor de Ciências Biológicas. Saiba mais!

Foto: José Fernando Ogura/Prefeitura de Curitiba

CIÊNCIA UFPR
Rebeldia sobre rodas: como o skate tensionou a ordem urbana em Curitiba

Estudo da UFPR analisa como a expansão da modalidade na capital paranaense, entre os anos 1970 e 1990, transformou um esporte inicialmente elitizado em prática popular e gerou conflitos com o projeto de “cidade modelo”

Foto: Nathália Arantes/Unsplash

CIÊNCIA UFPR
Floresta de dados: os desafios de mapear a flora brasileira

Criada na UFPR, ferramenta florabr automatiza a organização de registros de plantas, ajudando pesquisadores a lidar com o volume de informações disponíveis em bases digitais

AVALIAÇÃO DE DISCIPLINAS

Está aberta a Avaliação de Cursos e Disciplinas do primeiro semestre de 2026. Convidamos a todos os estudantes de graduação e educação profissional dos cursos presenciais e EaD para participarem. O acesso pode ser feito pelo SIGA até o dia 13 de agosto.

I SIMOL - SIMPÓSIO INTEGRADO

O primeiro Simpósio Integrado de Genética, Biologia Celular e Bioquímica - I SIMOL, reunirá programas de pós-graduação em uma proposta conjunta, promovendo conexões entre diferentes áreas das ciências moleculares da UFPR. O simpósio acontece entre 20 e 24 de julho, no Centro Politécnico. Saiba mais.

II MOSTRA DE BOTÂNICA UFPR

O Departamento de Botânica da UFPR promove a II Mostra de Botânica UFPR, entre os dias 23 e 26 de setembro, no Setor de Ciências Biológicas. A programação contará com exposições, vivências no Jardim Biodiverso e visita ao Museu de Ciências Naturais, com atividades para escolas e público em geral. Saiba mais.

O professor e pesquisador Fernando de Carmargo Passos da Universidade Federal do Paraná construiu sua trajetória acadêmica guiado por uma paixão antiga: os animais e a natureza em estado livre. Especialista em ecologia e conservação de animais silvestres, especialmente mamíferos, ele atua hoje no ensino, na pesquisa e na extensão universitária articulando ciência, formação de estudantes e conservação da biodiversidade brasileira.

Desde o início da formação acadêmica, o interesse pela fauna esteve presente. Ainda na graduação, buscou experiências práticas, realizando múltiplos estágios simultaneamente e aproximando-se cedo da pesquisa científica. Essa postura ativa, marcada pela curiosidade e pela busca constante por oportunidades, tornou-se uma característica central de sua carreira e também um conselho recorrente aos estudantes: é preciso iniciativa, dedicação e disposição para aprender continuamente.

Ao longo de sua trajetória acadêmica, consolidou sua atuação na área da conservação da fauna silvestre. É biólogo pela Universidade Federal de São Carlos (1987), mestre em Ecologia pela Universidade Estadual de Campinas (1992), doutor em Ecologia e Recursos Naturais pela Universidade Federal de São Carlos (1997) e realizou pós-doutorado pela Universidade Estadual de Campinas com bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (1998). Durante o mestrado, doutorado e pós-doutorado, trabalhou com espécies ameaçadas de extinção e participou diretamente da elaboração de listas oficiais de espécies ameaçadas em níveis estadual e nacional. A participação na organização do primeiro Workshop de Fauna Ameaçada do Estado de São Paulo, ainda como doutorando, é lembrada como um momento marcante de inserção científica e de contribuição efetiva para políticas de conservação.

Sua trajetória profissional também inclui uma forte interface entre universidade e sociedade. Após o grande vazamento de petróleo ocorrido na Refinaria Presidente Getúlio Vargas (REPAR), em 2001, foi convidado a coordenar projetos de monitoramento da fauna impactada. O trabalho, inicialmente planejado como um diagnóstico rápido, transformou-se em um acompanhamento ambiental de longo prazo, envolvendo anfíbios, répteis e mamíferos e resultando em anos de pesquisa aplicada, relatórios técnicos e novas parcerias institucionais.

Na UFPR, consolidou o Laboratório de Biodiversidade, Conservação e Ecologia de Animais Silvestres/LABCEAS, espaço construído a partir de projetos científicos, orientação de estudantes e iniciativas próprias.

A docência, que inicialmente parecia apenas um caminho necessário para seguir a carreira universitária, tornou-se uma das dimensões mais significativas de sua atuação. Para ele, “Ensinar é um processo de troca permanente: professores aprendem constantemente com seus alunos, suas perguntas e suas pesquisas. Momentos de reconhecimento estudantil — como ex-alunos que retornam para agradecer por terem redescoberto o interesse pela biologia após suas aulas — figuram entre as experiências mais emocionantes da carreira”.

Defensor do ensino público, destaca frequentemente a importância do compromisso estudantil com a universidade. Formado integralmente em instituições públicas, reconhece o investimento coletivo que sustenta o ensino superior brasileiro e enfatiza que a formação acadêmica exige responsabilidade, protagonismo e engajamento ativo dos estudantes.

Entre suas principais iniciativas de extensão está o Projeto Olho Bicho, ação que integra monitoramento de fauna atropelada, ciência cidadã e divulgação científica. O projeto reúne estudantes e pesquisadores em atividades de campo, análise de dados e diálogo com o poder público para propor medidas concretas de mitigação de atropelamentos de animais silvestres em áreas urbanas e naturais. Para o professor, o projeto representa um exemplo claro do papel social da universidade: produzir conhecimento científico capaz de gerar impacto direto na conservação da biodiversidade.

Mesmo durante a pandemia, quando o trabalho de campo foi interrompido, reinventou as atividades do laboratório incentivando pesquisas de revisão bibliográfica e síntese científica, reforçando a ideia de que o conhecimento também avança ao organizar e integrar informações já produzidas.

Fora do ambiente acadêmico, também se destaca pela curiosidade em conhecer novas culturas e experiências, interesses que se refletem na gastronomia, nas viagens e nos encontros sociais. Apaixonado por culinária, aprecia experimentar pratos de diferentes países e participar do preparo das refeições em casa. Casado com uma pesquisadora de origem coreana e japonesa, incorporou à rotina familiar o contato com pratos tradicionais asiáticos, além de cultivar o interesse por vinhos e momentos de convivência com amigos e familiares.

Movido pela curiosidade científica e pelo entusiasmo em formar novas gerações, mantém uma convicção simples que orienta sua trajetória: “Ainda conhecemos muito pouco sobre a biodiversidade do planeta”. Para ele, a missão da ciência — e da universidade pública — é justamente continuar aprendendo, investigando e formando pessoas capazes de ampliar esse conhecimento.

Para o professor, “Experiências como essa demonstram o potencial das colaborações entre universidade e iniciativa privada na geração de conhecimento e na captação de recursos para a pesquisa”.

O Toque Final desta edição traz o registro da exposição temporária “Percursos da Saúde”. Na foto, vemos a estação “Célula”, um dos espaços que compõem a exposição. A exposição permanece no hall de entrada do Museu de Ciências Naturais, no prédio central do Setor de Ciências Biológicas. Venha visitar!

Foto: Marcos Solivan/ SUCOM UFPR

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Até a próxima!

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